quinta-feira, 24 de julho de 2014

Pois o que faço não é o que desejo,mas o mal que não quero fazer,esse eu continuo fazendo

Não entendo o que faço.Pois não faço o que desejo,mas o que odeio. E,se faço o que não desejo,admito que a lei é boa. Neste caso,não sou mais eu quem o faz,mas o pecado que habita em mim.Sei que nada de bom habita em mim,isto é,em minha carne.
Porque tenho o desejo de fazer  é bom,mas não consigo realizá-lo. Pois o que faço não é o bem que desejo,mas o mal que não quero fazer,esse eu continuo fazendo. Ora, se faço o que não quero, já não sou eu quem o faz,mas o pecado que habita em mim.
Assim,encontro esta lei que atua em mim: Quando quero fazer o bem,o mal está junto a mim. No íntimo do meu ser tenho prazer na Lei de Deus;mas vejo outra lei atuando nos membros do meu corpo,guerreando contra a lei da minha mente,tornando-me prisioneiro da lei do pecado que atua em meus membros.
Miserável homem que sou! Quem me libertará do corpo sujeito a esta morte? Graças a Deus por Jesus Cristo,nosso Senhor! De modo que,com a mente, eu próprio sou escravo da Lei de Deus; mas com a carne,da lei do pecado.

 Ontem à noite,esse texto me veio ao coração,fiquei um tempo meditando nele,essa situação tirava a paz do apóstolo Paulo,e quantas e quantas vezes nos tira a paz também.
 Temos convicção que o fazer o bem e o que é certo está completamente de acordo com a Palavra de Cristo,aprendemos também que nossos olhos, pensamentos, ações, atitudes, palavras, etc dizem muito quem somos; então por que? Sabedores que somos de todas estas verdades insistimos em fazer exatamente o contrário?
Meditamos na Lei do Senhor e temos prazer nisso,mas no dia a dia vemos que outra lei,a lei do pecado acaba nos dominando,fiquei perguntando isso ao Senhor e Ele me respondeu: O espírito está pronto,mas a carne é fraca (Mateus 26;41b),é uma luta entre a "nova criatura" e o natureza humana,
quando penso em ajudar alguém,lá vem o "velho homem "gritar mais alto,o egoísmo toma conta de mim,e acabo fazendo as vontades da "carne".
E acabei percebendo como gostamos de fazer as coisas erradas,quando meus olhos veem algo errado e não quero julgar,acabo julgando.
E quando quero amar o  meu próximo,no menor deslize dele,eu acabo odiando.
Quando quero ver qualidades em alguém,minha mente aponta os erros que ela comete.
Sentei e chorei,repensando em tudo isso,disse a mim mesma:
"Eu não vivo o evangelho na sua totalidade."
Me senti tão frustrada com isso,me senti a pior pessoa do mundo,mas sei que não vai adiantar  ficar chorando e me lamentando,sem fazer nada para mudar a "tal" da situação, e talvez você que está lendo também tenha passado por essa mesma situação
Em certos momentos esse mal dentro de nós vai nos fazer praticar coisas que nunca imaginaríamos praticar, mas o que entra aí é novamente a história do alimento do bem e alimento do mal. Do que eu tenho me alimentado? Tenho fortalecido o bem, ou enchido mais o pratinho do mal? O que fazer então, qual a saída, quando nos vemos em uma situação que queremos sair, mas não temos força? Quando a única coisa que nos vem ao coração é a vontade de chorar. Mudar? Puxa, que difícil! Mas retornemos ao que Paulo diz “ Porque quando perco toda minha força, então tenho a força de Cristo em mim”(2Co 12:10) Qual o caminho a se trilhar então, já que fraco, eu não consigo sequer levantar? É reconhecer o 2 Coríntios 12:10 e transformar isso em realidade em sua vida. É buscar aquele que nos purifica de todo pecado, que nos justifica e procurarmos ser puros de coração, porque...
Como sou infeliz! Quem me livrará deste corpo que me leva para a morte?
 Que Deus seja louvado, pois Ele fará isso por meio do nosso
Senhor Jesus Cristo!” (Romanos 7:24-25)

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